quarta-feira, 23 de setembro de 2009

HD Seagate de 2 TB é veloz e econômico


O esforço ecológico fez com que os fabricantes de HD se aproximassem do que pode ser considerado o melhor dos mundos. Já existem discos rígidos que poupam energia sem perder desempenho. No caso do modelo Barracuda LP, da Seagate, também dá para incluir nessas qualidades o quesito “capacidade monstruosa para entupir de porcarias”. Ele tem 2 terabytes de espaço (ou melhor, 1 810 GB reais).

Com interface SATA II, o dispositivo possui buffer de 32 MB e trabalha num regime de 5 900 RPM. Isso faz com que ele seja bem mais silencioso do que os modelos de 1 TB e 7 200 RPM e ainda consuma 25 % menos energia no modo normal. Com o drive em estado de repouso, a economia chega a 44%.

A melhor parte é que não há queda de performance do HD, em relação a um modelo com 7 200 RPM. Nos testes do INFOLAB, a taxa de leitura de dados aferida com o software HD Tach foi de 92,3 MB/s. Uma marca muito boa, assim como a de escrita, que ficou em 141,74 MB/s. O preço dele, obviamente, não é baixo. Mas também não chega a ser uma bomba pelo que o produto traz: 950 reais.

Intel lança 3 primeiros chips para laptop baseados na arquitetura Nehalem

A Intel revelou nesta quarta-feira (23/9) sua linha de processadores mais rápidos para laptops, preparando também o mercado para o lançamento da sua próxima geração de chips para notebooks.

Os novos chips Core i7, apresentados durante o evento Intel Developer Forum (IDF), nos Estados Unidos, são os primeiros da Intel baseados na microarquitetura Nehalem e incluem melhorias em relação aos processadores Core 2. Os chips de quatro núcleos são voltados a estações de trabalho móveis e laptops para games.

Os processadores são capazes de desligar núcleos ociosos e direcionar o poder de processamento extra para ativar outros núcleos. A tecnologia, chamada Turbo Boost, aumenta a velocidade do processador para até 3,33 GHz dependendo da energia consumida pelo laptop.

Fabricantes como Dell, HP, Toshiba e Asustek Computer começaram a vender laptops com os novos chips simultaneamente ao anúncio.

A empresa apresentou três processadores da linha Core i7 - o i7-920XM tem velocidade máxima de 2,0 GHz, enquanto o i7-820QM roda a 1,73 GHz e o i7-720QM, a 1,6 GHz.

Os processadores são feitos a partir do processo de fabricação de 45 nanômetros. Em lotes de mil unidades, os chips custarão 1.054 dólares, 546 dólares e 364 dólares, respectivamente.

O lançamento dos chips também prepara o mercado para a introdução da próxima geração de dispositivos mais rápidos e com melhor consumo de energia, também baseados na Nehalem.

"Traremos a tecnologia (Nehalem) para as massas no próximo ano", afirmou o vice-presidente e gerente geral do grupo de arquitetura da Intel, David Perlmutter. A empresa começará a fazer chips usando o processo de 32 nanômetros no quarto trimestre. A Intel afirma que chips feitos com o processo consomem até 30 vezes menos energia que os produzidos pelo processo de 45 nanômetros.

O primeiro chip de 32 nanômetros para laptops mais caros atende pelo codinome de Arrandale e será composto por um pacote com dois processadores integrados a chips gráficos, que ajudarão a melhorar o desempenho gráfico do PC sem consumir mais energia.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

HD da Seagate é o primeiro com eSATA 3.0



O novo HD da Seagate, o Barracuda XT, tem 2 terabytes. Mas esse valor é o coadjuvante da novidade, já que ele é o primeiro disco rígido a utilizar o formato eSATA 3.0.

Isso quer dizer que o HD pode chegar atingir 6 Gbps de taxa de transferência. Porém, sua construção mecânica não deve deixá-lo chegar nisso. Mas o que importa é que o Barracuda XT é compatível com o eSATA 3 Gbps e 1,5 Gbps.

E além de seus dois terabytes, ele ainda tem 64 MB de memória em cache, um número de muito respeito. E já está à venda nos EUA por 300 dólares. Encara?

Roteador Hercules tem pinta de pen drive


Ele parece um pen drive, mas não é. Esse pequeno acessório é um roteador portátil da Hercules, modelo HWGUSB2-24. O melhor dele é a praticidade para montar um ponto de acesso em qualquer ambiente com um computador conectado a um link de banda larga. Basta fazer a instalação de um software que acompanha o produto, tirar o bichinho do bolso e plugá-lo na porta USB do micro.

Infelizmente as coisas boas terminam aí. Trabalhando no padrão 802.11g, o produto obteve média de 16,4 Mbps nas aferições de velocidade do INFOLAB. É um valor abaixo do esperado para esse tipo de rede – e também pior do que os 23,3 Mbps alcançados pelo concorrente Windy 31, da Maverick. No aspecto segurança, o roteador é compatível apenas com os protocolos básicos de criptografia: WEP (64 ou 128 bits), WPA-PSK e WPA.

O design não é nada de outro planeta, mas é bonito. Com bordas arredondadas e corpo na cor preta, possui um acrílico vermelho translúcido através do qual é possível ver a eletrônica do aparelho e o LED de indicação de uso. Além disso, o HWGUSB2-24 vem com um cabo extensor rígido que permite deixá-lo na melhor posição para distribuir o sinal do Wi-Fi. O preço faz justiça às qualidades e aos defeitos do produto: 149 reais.

Vale do Silício reinventa o humilde tijolo

Esqueça os microchips. O Vale do Silício vê um futuro lucrativo nos humildes tijolos, graças a um processo de produção de baixa energia que ilustra a virada ecológica no setor de investimento em tecnologia dos Estados Unidos.

A Calstar Products, fabricante de tijolos, conta com muitos doutores em tecnologia, bem como com o apoio de profissionais de investimento de risco cuja visão é a de criar edificações com custo mais baixo e de maneira que economize energia.

David Lawsky/Reuters
Michael Kane, presidente da Calstar, que conta com muitos doutores em tecnologia que orientam quanto à economia de energia
Michael Kane, presidente da Calstar, que conta com muitos doutores em tecnologia que orientam quanto ao baixo custo e à energia

"Acreditamos que tenha chegado a hora de uma segunda revolução industrial", disse Paul Holland, sócio da Foundation Capital, que investiu US$ 7 milhões na Calstar. A EnerTech Capital liderou uma segunda rodada de capitalização que levantou US$ 8 milhões para a empreitada.

O Vale do Silício está encontrando formas mais tecnológicas de produzir materiais tradicionais e pretende desenvolver concreto capaz de absorver dióxido de carbono, janelas que ofereçam isolamento melhor que o das paredes e materiais para substituir a madeira.

O campo ainda é novo. Os investimentos do setor de capital de risco voltados a edificações ecológicas oscilaram ao longo da recessão, mas envolveram cerca de 45 transações, ao valor de US$ 350 milhões, no ano passado, de acordo com o Cleantech Group.

Os tijolos comuns precisam ser cozidos por 24 horas a uma temperatura de 1.093ºC, como parte de um processo de produção que pode levar uma semana, enquanto os da Calstar são cozidos a temperaturas inferiores a 100ºC e sua produção demora apenas 10 horas, diz o presidente da Calstar, Michael Kane.

A receita incorpora grandes volumes de resíduos de carvão consumido em usinas termelétricas, que de outra forma poderiam se tornar um poluente problemático.

O processo de produção dos tijolos --cuja aparência e sensação ao tato são iguais as de um tijolo comum-- requer de 80% a 90% menos energia, e emite 85% menos gases causadores do efeito estufa, se comparado ao processo usado em tijolos comuns, de acordo com a Calstar.

Custos de energia menores significam mais lucros, e isso permite que a empresa banque suas pesquisas e concorra contra empresas maiores, beneficiadas pela economia de escala. Os novos tijolos, que a Associação da Indústria do Tijolo dos EUA afirma não serem tijolos, serão vendidos pelo mesmo preço de tijolos de barro tradicionais.

A associação afirma que tampouco existe prova de que esses produtos durem tanto quanto os tijolos tradicionais.

Apesar disso, a Calstar conta com 16 distribuidores e quer vender 12 milhões de tijolos ou mais no primeiro ano, e planeja produzir 100 milhões de tijolos para venda no sul e centro-oeste dos EUA, diz Kane.

Depois disso, mercados de alto crescimento, como a China, serão o alvo.

Samsung segue cautelosa com setor de semicondutores

A Samsung Electronics, maior fabricante de chips de memória do mundo, informou nesta terça-feira que permanece cautelosa sobre a perspectiva para o segmento de semicondutores, embora a indústria esteja saindo do declínio que se estende por dois anos.

"O setor de semicondutores agora está se saindo melhor do que nossas próprias expectativas", disse o diretor dos negócios de semicondutores, Kwon Oh-hyun, em um fórum anual de soluções da Samsung Electronics.

"Contudo, nós continuamos cautelosos sobre as coisas", acrescentou.

As ações da companhia sul-coreana saltaram 3 por cento nesta terça-feira na bolsa de Seul, superando o avanço de 1,23 por cento do índice Kospi.

Kwon também afirmou que espera que a atual escassez de chips de alta tecnologia DDR3 usados em muitos computadores ou outros dispositivos eletrônicos seja resolvida no curto prazo.

Ao ser questionado se a Samsung estaria interessada em adquirir a Hynix, segunda maior fabricantes de chips de memória do mundo, Kwon se recusou a fazer comentários.

Os acionistas majoritários da Hynix Semiconductor começaram o processo de venda para uma fatia de 2,75 bilhões de dólares da companhia e planejam escolher o comprador preferencial até o final deste ano.

Em julho, a Samsung Electronics, que também fabrica painéis de cristal líquido e vende telefones celulares e televisores, registrou o melhor lucro trimestral em dois anos e meio.

Buscador ecológico planta árvores de acordo com número de pesquisas

A TI Verde chegou aos buscadores. Lançado em agosto, o eco4planet é um mecanismo de busca “ecológico”, baseado na Google Custom Search, a ferramenta do portal que permite a personalização da busca.

Os criadores do site prometem plantar uma árvore a cada 50 mil buscas realizadas por meio do eco4planet. A página inicial apresenta um contador das pesquisas, e o blog do buscador mostra fotos de cada muda plantada desde o início da campanha.

Por possuir fundo preto, o buscador também garante economia no gasto de energia e arrisca um cálculo: um monitor utiliza até 20% menos energia para exibir uma tela preta se comparado à branca.

Considerando as mais de 2,55 bilhões de buscas diárias realizadas no Google com tempo médio suposto em 10 segundos por pesquisa e a proporção de monitores por tecnologia utilizada, o buscador de fundo preto representaria uma economia anual de mais de 7 milhões de Kilowatts por hora.

Uma iniciativa parecida foi lançada pelo Greenpeace em junho deste ano. Um software, chamado Black Pixel, instala um quadrado preto no canto superior da tela do monitor a fim de reduzir ligeiramente o consumo de energia. A redução só ocorre em monitores de tubo. Telas de LDC não apresentam alterações no consumo em relação às cores apresentadas.